sábado, 28 de julho de 2012

Mangabeira

Nome popular: Mangabeira

Nome científico: Hancornia speciosa.

Regiões de existência: cerrado, caatinga, litoral nordestino, tabuleiros arenosos e chapadas

Classificação taxonômica:

Reino: Plantae

Filo ou Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)

Classe: Magnoliopdida (Dicotiledonae)

Características: Árvore hermafrodita de porte médio (entre 4 a 7 metros de altura), dotada de copa arredondada (4 a 6 metros de diâmetro); tronco tortuoso, bastante ramificado, áspero; ramos lisos, avermelhados; látex branco abundante. Folhas opostas, lanceoladas, simples, pecioladas, glabras nas duas faces, brilhantes, coriáceas, de 7 – 10 cm de comprimento por 3 – 4 cm de largura, coloração avermelhada quando novas e ao caírem. Inflorescência com cerca de 1 a 7 flores perfumadas de cor branca. Fruto baga globosa, glabra, com polpa carnosa e comestível, contendo muitas sementes; pode pesar de 30 a 260 g.

Utilidades: São comestíveis e utilizados na fabricação de sucos, sovertes, doces e bebidas vinosas. A madeira é empregada apenas para caixotaria e para lenha e carvão. Na medicina popular, o chá da folha é usado para cólica menstrual e o decocto da raiz é usado junto com o quiabinho para tratar luxações e hipertensão. A árvore é melífera e ornamental.




Links relacionados: http://www.biojornal.blogger.com.br/mangabeira.jpg


Fonte da foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiU-8TpZANMqvBvFz4JtzZ_TNgfzoUSGvvkr9b0A4WdH5UEJ169r_HxAlWL0guW5XK3Tww6mBYDNhJFBCreiZh0xNoHOrdkZ3wuThwGdnXruPSrVEEyb9yd3pXcbjNhQPoumvpXGlOnamGU/s1600/mangaba.jpg

Licuri





Nome popular: ouricuri; aricuri, licuri.


Nome Cientifico: Syagrus coronata

Classificação taxonômica:

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Regiões: Leste do Rio São Francisco, Bahia, norte de Minas Gerais, Sergipe, Alagoas e sul de Pernambuco, na vegetação da caatinga e matas semidecíduas, bem como na transição com restinga no leste e com o cerrado.

Características morfofisiológicas: É uma angiosperma, xerófila, também chamada de palmeira, com caule classificado como estipe.Mede de 8 m a 11 m, tendo folhas com mais ou menos 3 m de comprimento, pinadas de pecíolo longo com bainha invaginante, e seus folíolos, de coloração verde-escura.É uma planta monóica, sua flor feminina é curta e amarela e a flor masculina é mais longa. O fruto é uma drupa com endosperma abundante, ovóide e carnoso. Os cachos de licuri têm em média 1.357 frutos, que tem comprimento e diâmetros médios de 2,0 cm e 1,4 cm.

Utilidades: Das suas folhas, são confeccionados sacolas, chapéus, vassouras, espanadores, etc. A cera de licuri é utilizada na fabricação de papel carbono, graxa para sapatos, moveis e pintura de automóveis, sendo considerada equivalente a da carnaubeira.
Seus frutos são utilizados na culinária baiana, um exemplo é a cocada de licuri.
O óleo de licuri também é transformado industrialmente para a fabricação de sabão em pó, detergentes, sabão em barra e sabonetes finos. Além disso, do licuri confecciona-se colares, contribuindo para a renda de muitas famílias

Curiosidades: Com isso, o cultivo do licuri, palmeira de grande importância social, conhecida por alguns como “o ouro verde do semi-árido” vem de encontro a tal objetivo, uma vez que pode melhorar a renda e qualidade de vida da população.




Links relacionados: http://www.cca.ufpb.br/lavouraxerofila/pdf/licuri.pdf
Fonte da foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZflfjUw09crCK_a3i7YEIzxMQ-r2tOeU0tO4ncsWrJraiCda2ZxRWIqTS_bMUQwpbXihHvIMB0u_hp1w_BCZ2sMznOqc4Twkow1JPz-GftggKYRrN0JOtCTLvo1Wx6JaeOzq9PBsHV-yj/s1600/Licuri%255B2%255D.jpg

Umbuzeiro


Nome popular:  umbuzeiro, imbuzeiro

Nome científico: Spondias tuberosa

Classificação taxonômica:

Reino: Plantae

Filo: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Regiões de existência: Caatinga, região do Agreste, Cariris Velhos

Morfofisiológicas: O umbuzeiro é uma árvore de pequeno porte em torno de 6m de altura, de tronco curto, esparramada, copa em forma de guarda-chuva com diâmetro de 10 a 15m projetando sombra densa sobre o solo. Suas raízes superficiais exploram 1m de profundidade, possuem um órgão (estrutura) - túbera ou batata. O caule, com casca cor cinza, tem ramos novos lisos e ramos velhos com ritidomas (casca externa morta que se destaca); as folhas são verdes, alternas, compostas, imparipenadas, as flores são brancas, perfumadas, melíficas, agrupadas em panícula de 10-15cm de comprimento. O fruto - umbu ou imbu - é uma drupa, com diâmetro médio 3,0cm, peso entre 10-20 gramas, forma arredondada a ovalada, é constituído por casca (22%), polpa (68%) e caroço (10%).

Utilidades: Suas folhas e frutos são utilizadas como alimento para animais e humanos, sendo que esse último pode ser transforado industrialmente em polpa de fruta, doces, pastas, etc.  A raiz da planta é  túbera, chamada de batata-de-umbu é coméstivel. Também a água dessa batata é utiizada em medicina caseira como vermífugo e antidiarréica.A casca do caule é utilizada como remédio.




Links relacionados: http://www.seagri.ba.gov.br/revista/rev_1198/umbu.htm
Fonte da foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHEFzcbmIq-mvGfixK_f-hLHC7tREhwo3X0IrzT2MCe45GxU5wPYY1lQphdHEJzdtzsvVxGHH_6JIu6k5OEyIV5Z3o_QvbZrU1bfDHJ_H5wvVOTTu79CrFKWUQMrtVVKop6lw6NT07q2c/s1600/umbuzeiro.jpg

Aroeira



Nomes populares: Urundeúva, aroeira-do-sertão, aroeira-do-campo, aroeira-da-serra, urindeúva, arindeúva, arendeúva e aroeira-preta.

Nome científico: Astronium urundeuva.

Classificação taxonômica:

Reino: Plantae

Filo: Anthophyta

Classe: Magnoliopsida

Regiões de existência: Ocorre desde o Ceará até o estado do Paraná e Mato Grosso do Sul. É mais frequente no nordeste do país, oeste dos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo e sul dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

Características morfofisiológicas: Árvore de 5 a 30m de altura. Copa larga. Tronco de até 80cm de diâmetro, casca castanho escuro. Folhas aromáticas, compostas, alternas, imparipinadas (são as que possuem folículos em número ímpar), com cerca de 5cm de comprimento, com 6 a 14 folíolos opostos. Flores femininas amarelas ou verde-claras, dispostas em panículas terminais ou axilares. Flores masculinas purpúreas, dispostas em panículas pendentes. Sépalas persistentes. Frutos tipo dupla redonda, marrom-escuros, apresentando superfície rugosa, de 0,3 a 0,4cm de diâmetro, contendo uma semente. Sementes marrom-escuras, com tegumento membranáceo e desprovidas de endosperma.

Utilidades: A casca é utilizada com fins medicinais, atuando como cicatrizantes e antiinflamatórios. Sua madeira é muito resistente e excelente na construção civil e na confecção de pontes, vigas, esteios, etc.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

História do Cangaço


    
       Entre o final do século XIX e começo do XX, surgiram alguns grupos de homens armados conhecidos como cangaceiros, localizados no nordeste brasileiro. Estes grupos apareceram em função, principalmente, das péssimas condições sociais da região nordestina onde havia muitos latifúndios, que concentravam terra e renda nas mãos dos fazendeiros, chamados "coronéis" e deixava o restante da população nordestina a margem da miséria.
       Os cangaceiros andavam em bandos armados, espalhavam o medo por todo sertão nordestino. Promoviam saques a fazendas, atacavam comboios e chegavam a sequestrar fazendeiros para obtenção de resgates em forma de dinheiro. Aqueles que respeitavam e acatavam as ordens dos cangaceiros não sofriam, e eram muitas vezes ajudados. Esta atitude, fez com que os cangaceiros fossem respeitados e até mesmo admirados por parte da população da época, principalmente as mais pobres. Eles possuíam uma vida nômade, ou seja, indo de uma cidade para outra. Ao chegarem às cidades pediam recursos e ajuda aos moradores locais e os que se recusavam a ajudar o bando, sobrava a violência.




       Os constantes ataques e o não cumprimento das leis levaram as polícias estaduais a criar forças especiais para combatê-los, as chamadas "volantes", comandadas por policiais de carreira, mas formadas por "soldados" temporários. Quanto ao governo federal, seu descaso pelo cangaço foi sempre o mesmo manifestado pela cultura pobre do semiárido de um modo geral. Os cangaceiros usavam roupas e chapéus de couro para protegerem os corpos, durante as fugas, da vegetação cheia de espinhos da caatinga. Além desse recurso da vestimenta, usavam todos os conhecimentos que possuíam sobre o território nordestino (fontes de água, ervas, tipos de solos e vegetação) para fugirem ou obterem esconderijos.  

 

       Existiram diversos bandos desses heróis do sertão, porém, o mais conhecido foi de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) e Maria Bonita.


     
        Em 1938, o governo de Alagoas se empenhou na captura de Lampião. Uma volante comandada por João Bezerra criou uma emboscada para Lampião e seu bando em Sergipe. No dia 28 de julho de 1938 na localidade de Angicos, o maior cangaceiro de todos os tempos finalmente foi apanhado pelas autoridades, que exerceram corretamente a justiça, onde foi morto junto com sua mulher, Maria Bonita e mais nove cangaceiros. Tiveram suas cabeças decepadas e expostas em locais públicos, pois o governo queria assustar e desestimular esta prática na região.

       Depois do fim do bando de Lampião, os outros grupos de cangaceiros, mesmo já enfraquecidos, tentarem se reerguer, todavia, foram mortos ou presos pelas volantes. O cangaço terminou oficialmente na década de 40, onde o Brasil passava por muitas transformações econômicas que levaram várias pessoas para as maiores cidades na região sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro.


Desfrute de um pouco da história do cangaço através do cordel:

"[...]

O Nordeste dominado
Por corruptos coronéis
Controlando a economia
Atuando em seus cartéis
Ficando assim definidas
As classes e os seus papéis

O coronel e sua família
Desfrutavam da riqueza
E o povo trabalhador
Mergulhado na pobreza
Concentração de terra e renda
Pense numa safadeza

Mediante este cenário
De extrema desigualdade
O Cangaço ganhou força
Ganhou notoriedade
Foi movimento social
Tentou mudar a realidade

Não tinha ideologia
Nem possuía coesão
Por isso tem gente que pensa
Que cangaceiro é só ladrão
Mas não é bem por aí
Isso é desinformação

Eles promoviam saques
Seqüestravam fazendeiros
Chegavam a algumas cidades
E lá extorquiam dinheiro
Só que isto não resume
A atuação do cangaceiro

Ele era antes de tudo
Um insubordinado
Que colocava em xeque
O poder estipulado
Por isso em muitos lugares
Era bastante admirado

Representante do povo
Contra anos de opressão
O grande latifundiário
Esse sim era o ladrão
Pois tinha toda a riqueza
Concentrada em sua mão

E nesse ambiente hostil
A lei não era utilizada
Imperava a violência
A lei do tiro e da facada
E a população no meio
Entre a cruz e a espada

De um lado os cangaceiros
Do outro estava a Volante
O confronto entre esses dois
Era algo bem constante
Sendo o que houve em Angicos
De todos o mais marcante
[...]"
(http://batedeiraindustrial.blogspot.com.br/2011/11/mais-um-cordel-sobre-o-cangaco.html)


http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/cangaco-banditismo-no-sertao-nordestino.jhtm
http://www.brasilescola.com/upload/e/Lampiao.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibAc1fOWXF2MR8YN5G8HCjNiUUzHaNp5ec13GLXgDy-QkOr0te7GySRuTtn862wtJp9IbsLCOFCzKCyPocps91C09Mo8qJQJknHAjOurixnVSB7Dh7HkscuClIk4Pg58k4tm85X6MzdWF5/s1600/Cartazlampiao.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyXRuJQRDk_6q-xB64QbveeWuTc4qHMYwAKZpQiD2UP6rcCZeJwIV076EiXbiE_N7wDXNNDdmn7rmFv2A2H7gDkiIlhTnYy3V8l-RoTmJUsetUNm6GIH-I5dLRf4VHkLs-9K_pMKVKFSJ-/s400/bando+de+lampi%C3%A3o
http://www.eunapolis.ifba.edu.br/informatica/Sites_Historia_EI_31/cangaco/Site/imagens/b.jpg


 


Museu e Hidrelétrica Delmiro Gouveia

Museu Delmiro Gouveia(1)

Hidrelétrica de Angiquinhos(2)

Maquete da Hidrelétrica de Xingó(3)

Interior da Usina de Paulo Afonso(4)


                                 
Usina de Xingó, a noite(5)

                                
Museu Delmiro Gouveia(6)

Fontes da fotos: